Um poema de cada vez
Bem, me fez de um tanto,
não escrever esse enquanto
se sigo sem meu desencanto
de canto em canto
procurando o no entanto
(menos verso
menos eu)
e se rimo, é defeito
por vezes me trava
uma palavra no peito
e cuspo, descrente,
em tinta de caneta ausente
no imaginário do meu caderno
eis que descubro, quem diria,
são os outros o meu inferno
gosto muitíssimo
do que escrevo
mais ainda
do que evito escrever
daqueles que só acredita escrevendo
daqueles que não cansa nunca
de nunca mais nunca sofrer
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