Momentos do dia - entre rúcula, mates e casa das máquinas



A poesia morreu?
Ou - segredo fácil -
quem morre sou eu?

Os versos na avenida
depressa descritos
são velozes e bonitos?

Ou - se espante -
a poesia é perna
de plebeu e infante?

Rei protegido no tabuleiro
cavalo avançando e em defesa
qual será a próxima presa?

Antes do Xeque-mate
algumas jogadas e o olhar
de que virá obra de arte.

A poesia morreu?
Não.
Tem rúcula na geladeira
e carne no congelador.
Tem Casa das Máquinas
na caixinha de som.

Pisca, pisca, pisca.
Certo sim, Seu Errado.

O demônio é o anjo ao lado?

Postagens mais visitadas